Stress demais engorda.

Controlar e saber administrar as tensões do dia-a-dia, ajudam a manter as células de gordura sob controle.

 * Carina Tafas

dicas-para-nao-ficar-estressado-no-transito[1]A população sofre hoje em dia de um “distúrbio” conhecido popularmente como stress. Este grande vilão, que atinge 70% da população brasileira, está causando sérios problemas de saúde, pois mexe com nosso organismo muito mais do que se pensa.

 Os prejuízos do stress à saúde, vão além das atitudes agressivas, de “arrancar” os cabelos com a empregada, de brigar por coisas banais, xingar o marido por causa do futebol, acordar de mau humor, etc. O stresse pode trazer prejuízos também, para as pessoas que brigam com a balança.

 O problema, é que durante o período do stress produzimos hormônios que arruínam nossos esforços em manter-nos na linha. Um dos hormônios, o cortisol, que é o grande responsável pela oscilação da balança, desperta a fome e a vontade incontrolável de comer doces. Ele interfere nas substâncias produzidas no organismo para controlar o apetite (grelina) e a saciedade (leptina).

 Um ou dois dias de tensão não faria mal a ninguém, porém, é cada vez mais comum depararmos com pessoas que vivem a flor da pele em casa, pisando em ovos no trabalho, enfrentando trânsitos de mais de 2 ou 3 horas todos os dias, enfim, enfrentando situações stressante diariamente.

 Com isso, este aumento da produção do cortisol, vai provocando o acúmulo de gordura do tipo mais perigoso, a que se concentra na barriga, aumentando a hipertensão, diabetes, infartos e derrames, além de inibir a queima da gordura armazenada.

 Para piorar, ele retarda a produção da testosterona, favorecendo a perda de massa muscular, que é outro perigo para quem quer emagrecer, já que quem tem mais músculos, queima mais calorias.

 Para nos livramos deste perigo constante, as vezes é preciso relaxar, trabalhar menos, tirar férias regularmente, fazer atividade física e ter uma alimentação saudável.

 * Nutricionista Funcional e Personal Diet Funcional

 

 

 

 

Ficar sem comer engorda

 *Carina Tafas

Explicações científicas já comprovaram que o que mais engorda numa dieta de emagrecimento é fazer regime, principalmente com restrições radicais em quantidade e qualidade.

Nossas necessidades calóricas precedem todas as outras do nosso organismo, principalmente para a manutenção de energia para o cérebro. Com um consumo reduzido de calorias, abaixo das necessidades daquele indivíduo, o organismo dispõe de um sistema de segurança que poupa o principal estoque de energia (gordura) diminuindo seu consumo. Com isso, o corpo utiliza o glicogênio e proteína muscular como fontes de energia, transformando-os em glicose para ser utilizado pelo sistema nervoso central.

 

Numa restrição calórica radical, a perda de peso na balança será proporcionalmente maior de músculos e água do que de gordura.

As células musculares consomem mais energia do que o tecido de gordura, portanto, ao diminuirmos a massa magra mais do que deveríamos, começamos a gastar menos energia. Isso explica o que chamamos de “diminuir ou desacelerar o metabolismo”.

Ao retornarmos a alimentação normal e gastando menos calorias do que anteriormente, voltamos a engordar com mais facilidade, formando mais gordura do que antes.

Uma dieta de emagrecimento saudável, deve respeitar as necessidades individuais tanto em qualidade quanto em quantidade dos alimentos. O importante é a conscientização de que só emagrece com paciência e persistência.

Algumas dicas são básicas para o sucesso do emagrecimento:

  • Variar os alimentos

  • Fazer no mínimo 6 refeições por dia

  • Comer a cada 2/3 horas

  • Mastigar bem os alimentos

  • Comer devagar observando o que se está consumindo

  • Ingerir de 4 a 6 frutas por dia, de preferência com casca e bagaço

  • Consumir verduras e legumes diariamente

  • Não ingerir líquidos com as refeições. Só ingerí-los após 1:30h.

 

Não deixe de consultar um nutricionista. Ele é o profissional mais habilitado para ajudar nas melhores escolhas e soluções para o emagrecimento saudável.

Fonte pesquisada: Entendendo a Importância do Processo Alimentar, de Denise Madi Carreiro.

*Nutricionista Funcional e Personal Diet

ctafas@yahoo.com.br

 

 

Integridade Intestinal: o segredo de uma vida mais saudável e prevenção de diversas doenças

* Carina Tafas

Um recente trabalho publicado pelo Medical Hipothesis, uma das mais conceituadas publicações científicas do mundo, demonstra a correlação estatística encontrada na população norte-americana entre a deficiência de três minerais – cromo, zinco e magnésio e quatro problemas de saúde: a depressão (em primeiro lugar), as alergias, as dores (principalmente lombares) e os distúrbios gástricos.

 

O carência alimentar destes minerais é fato, mas a má absorção parece ser a causa mais séria. As falhas escondidas nos processos digestivos e absortivos culminam numa cascata de ciclo vicioso de problemas de saúde, e devem ser investigados a fundo.

 

No Brasil, a situação não é muito diferente, já que à alguns anos, adotamos os mesmo hábitos alimentares dos norte-americanos. E os problemas aparecem constantemente nos consultórios de nutricionistas, gastroenterologistas, endócrinos, psiquiatras, ortopedistas e fisioterapeutas.

 

Muitas vezes a causa, lá no início, surgiu de uma deficiência crônica de algum destes minerais, e é onde começa a comprometer o sistema imunológico. Sem zinco, não há como fabricar linfócitos T, o que predispõe a infecções, viroses e alergias, e por isso as alergias aparecem apontadas na pesquisa.

 

Nosso intestino define o que vai ou não ser absorvido e é onde está o centro do equilíbrio do nosso organismo. Para que esta função ocorra, é necessário que o intestino esteja saudável, assim como todo o trato gastrointestinal. Nada adianta consumir vitaminas ou antioxidantes afim de melhorar a saúde se seu intestino não está adequado para absorver tudo isso. Você acaba perdendo tempo, dinheiro e acima de tudo, sobrecarregando os sistemas de eliminação do corpo.

 

Para que os nutrientes da alimentação sejam absorvidos ou até mesmo de uma suplementação, é preciso ter integridade intestinal!

 

Para alcançar a integridade intestinal, algumas dicas são fundamentais:

 

  • Comer com calma e perceber os alimentos

  • Beber muita água

  • Preparar os alimentos sem frituras e utilizar os temperos naturais

  • Prepara os alimentos de forma colorida e variada

  • Comer de 4 a 5 frutas diariamente

  • Consumir verduras e legumes diariamente

  • Dar preferência aos alimentos orgânicos (livres de agrotóxicos, pesticidas)

  • Dar preferência aos alimentos integrais ricos em minerais e vitaminas (incluindo zinco, magnésio e cromo)

  • Comer leguminosas diariamente (feijão, grão de bico, lentilha, quinua, ervilhas)

  • Comer de 3 em 3 horas

  • Repor probióticos para melhorar a flora intestinal

Fonte pesquisada: O Cérebro Desconhecido de Helion Póvoa

* Nutricionista Funcional  e Personal Diet

Avalie sua Alimentação: teste para saber como anda sua saúde

*Carina Tafas 

 

Este teste avalia como anda sua alimentação diante de tantas dificuldades nos dias atuais. Comemos rápido, não mastigamos direito, bebemos líquidos com as refeições, fazemos lanches na hora do almoço, esquecemos de comer as frutas, e muitas vezes esquecemos de comer. Precisamos entender que a alimentação saudável é fundamental para nosso bem-estar físico e mental e principalmente para a prevenção de doenças.

Anote as letras e no final some cada uma delas.

1- Qual a quantidade de água você ingere por dia?

a) Não bebo água

b) Menos de 4 copos

c) Mais de 5 copos

 

2- Quantas vezes por dia você come?

a) 1 ou 2 vezes por dia

b) de 3 a 4 vezes por dia

c) mais de 5 vezes por dia

 

3- Quantas vezes por semana você faz o café da manhã?

a) Não faço o café da manhã

b) Nem todos os dias da semana, esqueço muitas vezes

c) Faço diariamente

 

4- Como costuma ser seu café da manhã?

a) Café preto e no máximo um biscoitinho

b) Café com leite, pão branco, margarina, frios

c) Frutas e sucos naturais, cereais integrais, tapioca, pão integral

 

5- Como costuma ser seu almoço?

a) Não faço esta refeição

b) fast food e lanches rápidos (sanduíche, por exemplo)

c) Arroz, feijão, carne, saladas e legumes

 

6- Quando você não tem tempo para almoçar o que faz?

a) Não como nada

b) Peço lanhes rápidos e como correndo na mesa do trabalho

c) Aguardo um melhor horário e saio para comer me preocupando em não exagerar

 

7- O que você costuma comer nos lanches?

a) Não costumo fazer lanches

b) Chocolates, pão, bolachas

c) Frutas, iogurte, barrinha de cereal, sementes oleagenosas, frutas secas

 

8- Você bebe durante as refeições?

a) Bebo mais de 2 copos

b) Bebo de ½ a 1 copo

c) Não bebo nada

 

9- Quantas vezes por semana você come carne vermelha?

a) Todos os dias

b) Em média de 4 a 5 vezes

c) Menos de 3 vezes

 

10- Você costuma comer sobremesa?

a) Sim, todos os dias

b) Algumas vezes por semana

c) Não como sobremesas, no máximo 1 vez no final de semana

 

11 – Quantas frutas você come por dia?

a) Nenhuma

b) No máximo 3

c) Mais de 4 frutas

 

12 – O que você costuma comer no jantar?

a) Nada

b) Massas, frituras, lanches, pão com frios

c) Arroz, feijão, carne magra, saladas, legumes

 

13 – Quantas vezes por dia você toma cafezinho?

a) Mais de 3 copinhos

b) 1 a 2 copinhos

c) Não bebo cafezinho

 

14 – Quando você faz atividade física, o que come antes?

a) Nada pelo menos 4 horas antes

b) Faço um lanchinho para não sentir fome

c) Faço uma refeição umas duas horas antes

 

15 – Quando come, você se sente:

a) Empachado de tanto comer e passa mal

b) Que exagerou um pouco e se sente assim quase todos os dias

c) Saciado e sem passar mal

 

16) Você evacua:

a) 1 a 2 vezes por semana

b) 3 a 4 vezes por semana

c) todos os dias

 

Resultado

Maioria A – PARE

Maioria B – ATENÇÃO

Maioria C – SIGA EM FRENTE

 

Maioria A

 

Pare e reflita mais sobre seus hábitos e o que anda fazendo com sua saúde. Negligenciar nossa alimentação não é nada bom, pois causa muitos problemas futuros. Uma alimentação desregulada pode levar à: obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares, hipertensão, carências de vitaminas e minerais e muito mais. É bom lembar que uma alimentação saudável leva a maior qualidade de vida e bem-estar. Portanto, não perca mais tempo para seguir em frente na busca pela sua felicidade.

Maioria B

 

Atenção, sua alimentação está boa porém não o suficiente para ser a ideal. Olhe para os lados e analise seus hábitos. Algumas mudanças podem ser modificadas como evitar alimentos calóricos na dispensa, ou aqueles pobres em nutrientes, comer mais frutas e legumes diariamente ou até mesmo abandonar o refrigerante ou suco artificial. Analisando bem os dois lado da balança, você vai perceber que uma alimentação saudável traz mais benefícios à saúde, e você não vai se arrepender em optar por ela.

Maioria C

Você mostrou que é capaz de fazer escolhas inteligentes e equilibradas. Cuidar da saúde é fundamental para a prevenção de doenças e obtenção de uma vida feliz. Não descuide e siga em frente.

 *Nutricionista Funcional e Personal Diet

ctafas@yahoo.com.br

Entenda um pouco mais sobre a Anemia Ferropriva: a desordem nutricional mais comum no mundo.

* Carina Tafas

 Cerca de 1/3 da população mundial têm carência de ferro. Tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvido.

 A Vitamina C é o mais potente promotor de absorção de ferro

No Brasil 30% das gestantes e 50% das crianças apresentam esta deficiência, que pode aumentar o risco de parto prematuro e anormalidades no desenvolvimento cerebral do feto e comprometer o desenvolvimento cognitivo e o aprendizado em crianças.

O ferro é fundamental para que diversas funções no corpo aconteçam, assim como para a construção das hemácias. Quando falta ferro no organismo, o estoque (que se chama ferritina) vai sendo utilizado para fornecer ferro para a produção de hemácias. Quando o estoque de ferro reduz, a produção de hemácias cai e pode surgir a anemia.

O que acontece com a redução de ferro no organismo?

  • A pessoa fica pálida, pois ocorre uma redução das hemácia que são as células vermelhas.

  • Diminuição do sistema imunológico

  • Fissura nos cantos dos lábios

  • Pode ocorrer alterações na pele e nas unhas

  • Queda de cabelo

  • Cansaço

  • Tontura

  • Fraqueza

  • Indisposição

  • Falta de apetite

  • Pode haver depressão

A deficiência de ferro é a principal razão para a instalação da anemia ferropriva, porém não é a única. Outras causas devem ser avaliadas, como: insuficiência renal crônica, hipotireoidismo, câncer, doenças inflamatórias, deficiência de outros minerais, situação gástrica (estômago) e intestinal, hemorragias, gestação, perda crônica de sangue pela menstruação, cirurgia de redução de estômago.

A vitamina C potencializa a absorção de ferro, portanto o consumo é interessante junto ao almoço e jantar. O consumo de 75 mg de vitamina C aumenta a absorção do ferro em três a quatro vezes. Veja na tabela alguns alimentos ricos em Vitamina C.

Já o cálcio inibe sua absorção, portanto molhos brancos, queijos e nata (ricos neste mineral) podem contribuir para piorar o estado nutricional de ferro e devem ser evitados durante as principais refeições.

Outros antagonistas neste caso, são os fitatos e os polifenóis. Os primeiros, presentes em diversas sementes e grãos, prejudicam a absorção do ferro. Já os polifenóis, apesar de estarem associados com efeitos benéficos contra doenças cardiovasculares, podem se ligar ao ferro e dificultar sua absorção. Alguns dos polifenóis mais comuns são os taninos, as catequinas e isoflavonas. Cabe evitar o uso de chá verde, chimarrão, chá preto, cacau, café e chás de ervas próximos às refeições que contenham ferro.

Existe também o problema da falta de acidez gástrica que também prejudica a absorção do ferro. Em estado normal, nosso estômago deve ser ácido, mas alguns defeitos da alimentação podem deixá-lo mais alcalino (menos ácido) e contribuir para a deficiência do ferro. O uso de antiácidos e a carência de zinco, por exemplo, também podem contribuir para a redução da produção de ácido clorídrico no estômago.

 

Alimento

Quantidade

Vitamina C (mg)

Goiaba crua

½ unidade

188

Pimentão vermelho cru

½ xícara

142

Pimentão vermelho cozido

½ xícara

116

Quiuí

1 médio

70

Suco de laranja

¾ xícara

61 a 93

Pimentão verde cru

½ xícara

60

Mamão (papaia) médio

¼

47

Brócoli cozido

½ xícara

37

Abacaxi cru

½ xícara

28

Couve-flor cozida

½ xícara

28

Manga crua

½ xícara

23

Fonte pesquisada: Alimentação sem carne (guia prático) de Eric Slywitch

*Nutricionista e Personal Diet

ctafas@yahoo.com.br

 

O consumo excessivo de alguns alimentos pode levar à carência de minerais

 * Carina Tafas

 

Alguns compostos alimentares podem inteferir negativamente na absorção de alguns nutrientes importantes para a nossa saúde, são os chamados efeitos antinutricionais. Algumas dicas podem ajudar a amenizar estes efeitos. Um dos compostos antinutricionais encontrados nos alimentos são os fitatos.

Vilões ou mocinhos?

Os fitatos dificultam a absorção de alguns nutrientes como cálcio, ferro e zinco, e estão presentes nas sementes, como grãos dos cereais e das leguminosas (soja, feijões), trigo em grão, gergelim, amendoim, batata inglesa e batata-doce. Por outro lado, estes alimentos são benéficos à nossa saúde, pois reduzem o colesterol e triglicerídeos, controla o excesso de ferro no intestino (que forma radicais livres), previne o câncer de cólon. Além disso, os fitatos reduzem a toxicidade de metais pesados como cádmo e chumbo, já que inibem sua absorção.

Uma dica interessante para quem sofre de deficiência de algum destes minerais, ou até mesmo está com anemia ou osteoporose, é deixar os grãos de molho antes de consumí-los. Faça com feijões, lentilha, linhaça, grão de bico, amendoim, gergelim, dentre outros

Deixe os grãos de molho na água por 8 a 12 horas e depois despreze esta água. Como é solúvel em água, parte do fitato vai embora. Outra dica é ingerir vitamina C (frutas como laranja, limão, manga, goiaba, acerola, etc), pois reduzem os efeitos dos fitatos. Pingue uma gotinhas de limão em sua comida!

*Nutricionista Funcional e Personal Diet

ctafas@yahoo.com.br

 

 

Aproveite tudo de bom da Vitamina E

*Carina Tafas

dieta-mediterraneaEla é uma vitamina lipossolúvel, essencial à nossa saúde. As principais funções são: aumento do sistema imunológico, melhora da ação da insulina, inibição da oxidação de LDL (mau colesterol), melhora da circulação e alívio dos fogachos da menopausa . Além de ser a principal vitamina antioxidante cerebral, protegendo os neurônios da ação dos radicais livres.

A vitamina E inativa a enzima HMG CoA redutase, responsável pela síntese endógena de colesterol. Desta forma, podendo auxiliar no tratamento de doenças cardiovasculares.

 

Quais são as principais fontes:

Sementes (Girassol, Gergelim)

Óleo de girassol, gergelim, macadâmia

Oleagenosas (nozes, castanhas, amêndoas)

 

Dica da Nutricionista:

Faça um mix de óleos

  • 50ml de óleo de girassol

  • 50ml de óleo de gergelim

  • 50ml de óleo de macadâmia

  • 50ml de azeite de oliva

Guarde sempre na geladeira e utilize como tempero na salada!

* Nutricionista Funcional e Personal Diet CRN 4720

O grande sucesso da malhação começa pela boca

Carina Tafas é Nutricionista Funcional e Personal Diet

ctafas@yahoo.com.br  

  

Como fazer de nossa alimentação uma grande aliada para o ganho de massa

 Nosso corpo poderia ser comparado a um carro, por exemplo, pois precisamos de combustível para abastecer nossas células e músculos. Quanto mais utilizamos nosso carro, mais precisamos abastecê-lo, não é? Assim como nosso corpo, quanto mais atividade física fazemos, mais energia, proteínas e nutrientes necessitamos.

Quando nossa alimentação não acompanha as necessidades de uma atividade física, ficamos mais propensos à lesões, infecções freqüentes, resfriados e fadigas e até perda de massa magra (músculo). Manter um hábito alimentar saudável, garante maiores quantidade de vitaminas e minerais tão importantes para quem pratica atividade física.

Malhar em jejum não vai fazer você ganhar massa muscular, pois seu corpo vai precisar de energia, a qual será fornecida através da degradação muscular.


O que é preciso para melhorar a alimentação para atividade física?

Primeiramente, é preciso saber que todas as refeições do seu dia estarão influenciando na sua atividade física. Pular o café da manhã por exemplo, pode ser um grande erro para quem malha à noite, mesmo que antes do exercício coma tudo certinho.

Precisamos comer antes e após o exercício e durante em alguns casos de atividade mais extenuante. Até 2 horas antes da atividade, ingira proteínas e carboidratos, como: sanduíche de pão integral ou sírio com requeijão, geléia, ou salada de fruta com iogurte e granola, sementes oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas). Podem ser boas opções os alimentos de baixo à moderado índice glicêmico (ver tabela a baixo).

Até 30 minutos antes, prefira lanches mais leves como frutas amassadas e sucos de frutas naturais, pois garantem uma absorção mais rápida do que a fruta inteira. Minutos antes da atividade, o mais indicado são os carboidratos em gel ou barras energéticas ou os alimentos de alto índice glicêmico (ver tabela a baixo).

Após o exercício, já na primeira hora, ingira carboidratos e proteínas novamente. É neste momento que o corpo estará realizando o anabolismo protéico, ou seja, a construção e regeneração das fibras musculares e conseqüentemente, o aumento de massa muscular. Deve ser uma refeição de fácil digestão de forma a repor o glicogênio muscular o mais rápido possível e inibir a destruição de proteínas. Prefira sanduíche de pão branco com atum e requeijão, ou purê de frutas com iogurte. Os alimentos de alto índice glicêmico podem ser alternativas para esta refeição.

  • Alimentos de alto índice glicêmico (acima de 85)

  • Alimentos de moderado índice glicêmico (entre 60-85)

  • Alimentos de baixo índice glicêmico (a baixo de 60)

ALIMENTO

IG

ALIMENTO

IG

Abacaxi 66 Abóbora 75
All Bran 60 Ameixa 39
Arroz branco 58 Amendoim 15
Arroz Instantâneo 46 Batata cozida 121
Arroz parbolizado 48 Batata doce 77
Aveia 78 Batata frita 107
Arroz integral 79 Cereja 22
Banana 83 Chocolate 84
Beterraba 64 Croissant 67
Biscoitos 90 Ervilhas 68
Bolos 87 Espaguete 36
Cenoura 49 Feijão cozido 69
Corn flakes 83 Feijão de soja 23
Uva 46 Fettuccine 32
Crackers 99 Frutose 32
Sorvete de creme 61 Glicose 138
Damasco seco 44 Inhame 73
Farinha de trigo 99 Lentilhas 38
Inhame 51 Maçã 38
Iogurte com sacarose 48 Mel 104
Iogurte sem sacarose 27 Melancia 72
Kiwi 53 Milho 98
Laranja 44 Purê de batata 70
Leite desnatado 46 Ravioli 39
Leite integral 39 Sacarose 87
Maçã 52 Soja 18
Macarrão 45 Sopa de tomate 38
Suco de laranja 74 Spaguete 59
Suco de maçã 58 Tapioca 115
Trigo cozido 105 Waffles 76
Manga 80 Pêra 54
Mingau de aveia 87 Pêssego 42
Musli 80 Pêssego enlatado 67
Nhoque 67 Pipoca 55
Pão branco 101 Pizza de queijo 60
Passas 64 Sopa de feijão preto 64

 

A avaliação do índice é feita com porções de 50 g de carboidratos (200 calorias) como base: glicose = 100 I.G

 

Intestino – Nosso segundo cérebro

Carina Tafas é Nutricionista e Personal Diet

Atendimento em Brasília 

O sistema digestivo é sem dúvida, um órgão de extrema importância para nossa saúde.

 É onde transformamos o alimento em matéria prima para construção e reparo de todas nossas células e para o fornecimento de energia. Nosso organismo é formado por cem trilhões de células e dessas, cinqüenta bilhões são substituídas diariamente. Daí a importância da integridade fisiológica e funcional desse sistema.

 O intestino é o único órgão do sistema digestivo que contém um sistema nervoso capaz de medir reflexos na total ausência de informações do cérebro, e compreende cerca de 100 milhões de neurônios.

 No intestino são formadas nossas células de defesa (80%), e produção de Serotonina, hormônio do Bem-Estar. Além de ser o órgão de absorção de vitaminas e minerais, porém simples ingestão desses nutrientes não é garantia de que estarão disponíveis para serem utilizados pelas nossas células.

A utilização do alimento pelo organismo depende de um processo que envolve:

  • Ingestão: de alimentos nutritivos, ricos em nutrientes: carboidratos, proteínas, gorduras boas, fibras, vitaminas, minerais e água.

  • Digestão: destes alimentos, pois nosso organismo não reconhece alimento, ele reconhece NUTRIENTE.

  • Absorção: dos nutrientes que foram digeridos através dos alimentos.

  • Transporte: para todas as células, especialmente o cérebro.

  • Utilização: pelas células para construção e reparo de todas nossas células e para o fornecimento de energia.

  • Excreção: é necessário que os produtos que não serão utilizados pelo organismo, sejam eliminados.

 Todas estas etapas devem estar em equilíbrio, para então termos garantia de melhor imunidade contra doenças, de sensação de bem-estar e felicidade (serotonina), de disposição e vitalidade.

Bibliografia pesquisada: ENTENDENDO A IMPORTÂNCIA DO PROCESSO ALIMENTAR. Denise Madi Carreiro

 

 

 

Entenda a diferença entre Diabetes Mellitus tipo 1 e Diabetes Mellittus tipo 2

 

Carina Tafas é Nutricionista Personal Diet

Entenda esta doença que atinge milhões de pessoas no mundo inteiro.

Diabetes Mellitus Tipo 1: Geralmente aparece ainda na infância, e é também conhecida ou chamada de Diabetes insulino dependente, pois o corpo produz pouca ou nenhuma insulina. Pessoas com este tipo de diabetes precisam tomar doses de insulina diariamente para sobreviver. Menos de 10% dos diabéticos têm a do tipo 1, e a principal causa é hereditária.

Entenda como isto ocorre:

Quando ingerimos uma refeição, o carboidrato, encontrado em doces, pães, bolos, massas, biscoitos, batata, mandioca, etc, são transformados em açúcar (glicose) para poder ser absorvido pelo nosso organismo. Esta glicose é distribuída e serve de fonte de energia para nossas células, a partir do momento em que entra para nosso sangue. A insulina é o hormônio responsável pela passagem da glicose do sangue para as células e órgãos do nosso corpo. Desta forma, nos mantemos com energia e garantimos, principalmente, energia para nosso cérebro.

A pessoa com diabetes tipo 1, não consegue fazer esta transferência da glicose para as células, fazendo com que o sangue fique HIPERGLICÊMICO (muita glicose circulante).

 

Diabetes Mellitus Tipo 2: Ocorre em 90 a 95% dos casos de diabetes. Conhecida como Diabetes não – insulinodependente, geralmente ocorre na idade adulta pelo excesso de peso e má alimentação. Ultimamente muitas crianças já apresentam quadros da doença, devido a obesidade infantil. A insulina é produzida em quantidade normal ou aumentada, porém não ajuda o corpo a usá-la de forma adequada. Com o tempo,uma alimentação com excessos de doces e carboidratos, prejudica a função do pâncreas (órgão responsável pela produção de insulina), podendo fazer com que a pessoa passe a necessitar de doses de insulina.

Entenda como isto ocorre:

O corpo produz insulina após uma refeição com doces e carboidratos, porém esta insulina, por estar “defeituosa”, não consegue colocar toda glicose que está circulante no sangue para dentro das células. O sangue fica com excesso de glicose e todos os problemas aparecem.

 

Os sintomas são muito parecidos:

  • Problemas de má circulação;

  • Falta de energia para fazer as atividades (fadiga);

  • Perda de peso, apesar da boa alimentação;

  • Dificuldade de cicatrização, principalmente em membros inferiores e extremidades (pés e mãos);

  • Problemas oculares;

  • Vontade de urinar com freqüência – pois o corpo sente necessidade de eliminar o excesso de açúcar do sangue;

  • Sede excessiva – pois o sangue fica muito “doce” e denso e o corpo precisa diluir este sangue;

  • Fome excessiva – pois não entra energia para as células;

  • Pressão alta – sangue mais grosso;

  • Problemas cardíacos (colesterol e triglicerídeos elevados);

  • Doenças renais;

  • Neuropatia (danos nos nervos) – formigamento no corpo;

  • Infecções freqüentes;

  • Problemas dentários;

  • Distúrbio erétil no homem.

 

 

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