Entenda um pouco mais sobre a Anemia Ferropriva: a desordem nutricional mais comum no mundo.

* Carina Tafas

 Cerca de 1/3 da população mundial têm carência de ferro. Tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvido.

 A Vitamina C é o mais potente promotor de absorção de ferro

No Brasil 30% das gestantes e 50% das crianças apresentam esta deficiência, que pode aumentar o risco de parto prematuro e anormalidades no desenvolvimento cerebral do feto e comprometer o desenvolvimento cognitivo e o aprendizado em crianças.

O ferro é fundamental para que diversas funções no corpo aconteçam, assim como para a construção das hemácias. Quando falta ferro no organismo, o estoque (que se chama ferritina) vai sendo utilizado para fornecer ferro para a produção de hemácias. Quando o estoque de ferro reduz, a produção de hemácias cai e pode surgir a anemia.

O que acontece com a redução de ferro no organismo?

  • A pessoa fica pálida, pois ocorre uma redução das hemácia que são as células vermelhas.

  • Diminuição do sistema imunológico

  • Fissura nos cantos dos lábios

  • Pode ocorrer alterações na pele e nas unhas

  • Queda de cabelo

  • Cansaço

  • Tontura

  • Fraqueza

  • Indisposição

  • Falta de apetite

  • Pode haver depressão

A deficiência de ferro é a principal razão para a instalação da anemia ferropriva, porém não é a única. Outras causas devem ser avaliadas, como: insuficiência renal crônica, hipotireoidismo, câncer, doenças inflamatórias, deficiência de outros minerais, situação gástrica (estômago) e intestinal, hemorragias, gestação, perda crônica de sangue pela menstruação, cirurgia de redução de estômago.

A vitamina C potencializa a absorção de ferro, portanto o consumo é interessante junto ao almoço e jantar. O consumo de 75 mg de vitamina C aumenta a absorção do ferro em três a quatro vezes. Veja na tabela alguns alimentos ricos em Vitamina C.

Já o cálcio inibe sua absorção, portanto molhos brancos, queijos e nata (ricos neste mineral) podem contribuir para piorar o estado nutricional de ferro e devem ser evitados durante as principais refeições.

Outros antagonistas neste caso, são os fitatos e os polifenóis. Os primeiros, presentes em diversas sementes e grãos, prejudicam a absorção do ferro. Já os polifenóis, apesar de estarem associados com efeitos benéficos contra doenças cardiovasculares, podem se ligar ao ferro e dificultar sua absorção. Alguns dos polifenóis mais comuns são os taninos, as catequinas e isoflavonas. Cabe evitar o uso de chá verde, chimarrão, chá preto, cacau, café e chás de ervas próximos às refeições que contenham ferro.

Existe também o problema da falta de acidez gástrica que também prejudica a absorção do ferro. Em estado normal, nosso estômago deve ser ácido, mas alguns defeitos da alimentação podem deixá-lo mais alcalino (menos ácido) e contribuir para a deficiência do ferro. O uso de antiácidos e a carência de zinco, por exemplo, também podem contribuir para a redução da produção de ácido clorídrico no estômago.

 

Alimento

Quantidade

Vitamina C (mg)

Goiaba crua

½ unidade

188

Pimentão vermelho cru

½ xícara

142

Pimentão vermelho cozido

½ xícara

116

Quiuí

1 médio

70

Suco de laranja

¾ xícara

61 a 93

Pimentão verde cru

½ xícara

60

Mamão (papaia) médio

¼

47

Brócoli cozido

½ xícara

37

Abacaxi cru

½ xícara

28

Couve-flor cozida

½ xícara

28

Manga crua

½ xícara

23

Fonte pesquisada: Alimentação sem carne (guia prático) de Eric Slywitch

*Nutricionista e Personal Diet

ctafas@yahoo.com.br

 

ÁCIDO FÓLICO – Poderoso para a integridade cerebral

 Carina Tafas é Nutricionista Funcional e Personal Diet CRN/DF 4720

  ctafas@yahoo.com.br     

 

 
Ácido Fólico: Importante da gestação á vida adulta.

O ácido fólico é uma vitamina do complexo B, que ajuda a prevenir malformações no cérebro e medula espinhal do feto, quando ingeridos antes e durante as três primeiras semanas de gestação. Esta prática, geralmente recomendada por médicos e nutricionistas, evita doenças do tubo neural, como a espinha bífida (mais comum) e a anencefalia.

Além disso, algumas funções cognitivas do cérebro, que são deterioradas com a idade, são beneficiadas com o suplemento de ácido fólico, segundo a revista médica The Lancet em estudo recente.

Na pesquisa, cientistas holandeses administraram aleatoriamente a 818 pessoas entre 50 e 70 anos oitocentos microgramas diários de ácido fólico ou um placebo durante três anos. Descobriram que a memória e a velocidade de processamento de informação, melhoravam nas pessoas que recebiam ácido fólico em comparação com aquelas que recebiam o placebo.

Em quais alimentos encontramos esta vitamina?
Em frutas cítricas: laranja, limão, morango, tangerina, pêssego, vegetais verdes folhosos, feijão, amendoim, brócolis, aspargos, ervilha e lentilha e em cereais integrais como granolas, pães e farelos.

Alimentação na Gestação

 

 Carina Tafas é Nutricionista Funcional e Personal Diet CRN/DF 4720

  ctafas@yahoo.com.br     

A dieta deve conter nutrientes básicos como proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais, água e fibras. Nesta período, a mãe não deve restringir de sua dieta, nenhum destes nutrientes.

 

Gravidez x Peso

Durante a gravidez uma coisa deve estar em mente o tempo todo: “ é preciso se manter em plena saúde”. E para que ela esteja 100% neste período, lembre-se que a sua dieta é decisiva para evitar o aparecimento de complicações como, excesso de peso, desnutrição, hipertensão, diabetes ou anemia. Estas complicações podem prejudicar o desenvolvimento do bebê e interferir no seu crescimento futuro.

 

10 dicas importantes para melhorar sua dieta

durante a gravidez e ganhar o peso desejável

 

1. Fracionar as refeições em 5 a 6 vezes ao dia. Fazer várias refeições em pequenas quantidades, garante a normoglicemia da mãe (glicemia normal). Desta forma, a gestante não apresenta quedas de glicemia e conseqüentemente, enjôos e desmaios ao longo deste período.
2. Evitar frituras, carnes gordas, banha, toucinho, torresmo, salgadinhos. Coma mais peixes e carnes brancas e magras.
3. Evitar alimentos ricos em açúcar como: sorvete, doces, chocolates, tortas, bolos, biscoitos recheados, etc.
4. Diminuir o óleo para fazer a comida. Preferir azeite de oliva, canola, girassol.
5. Diminuir o consumo de açúcar. Prefira adoçantes de stévia ou açucares light.
6. Não “beliscar” entre as refeições. Sempre que sentir fome, prefira frutas ou sementes oleaginosas (castanhas, nozes) com moderação.
7. Diminuir o consumo de massas (arroz, pão, macarrão, mandioca, batatas, farinhas, etc). Estes alimentos são ricos em carboidratos e o excesso pode ser acumulado na forma de gordura.
8. Consumir frutas, legumes e verduras, de preferência cruas. Varie as opções e procure se alimentar de forma que seu prato esteja o meia colorido possível.
9. Tomar pelo menos 8 copos de águas por dia. Água de coco e sucos frescos também são opções que aumentam a ingestão de vitaminas.
10. Evitar bebidas alcoólicas, sucos artificiais e refrigerantes.

 

A alimentação é essencial para o equilíbrio entre saúde da gestante

e desenvolvimento saudável do bebê

 

O ganho de peso durante a gravidez deve ser de 300 a 400 gramas por semana. Nos 2º e 3º semestres, ou seja, a partir do 4º mês, a mãe deve aumentar sua ingestão calórica em 300Kcal por dia. Enquanto a mãe ‘espera o bebê’, o corpo utiliza líquidos e energia vindos da alimentação para o crescimento do feto e para manter ‘artifícios’ que protegem o bebê (placenta e líquido amniótico). Parte da energia obtida através da alimentação é ‘guardada’ na forma de gordura e se localiza no abdômen, costas e coxas, para ser utilizada durante a gravidez e aleitamento.